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CRIANÇA DE 4 ANOS ESPERA 2 ANOS PARA RETIRAR UMA BOLSA DE COLOSTOMIA

Bolsa externa que recolhe fezes deveria ter sido removida cinco meses após implantação. Secretaria de Saúde não deu prazo para marcação da cirurgia.

Há quase dois anos com uma bolsa que recolhe excreções do intestino, Pedro, de 4 anos, precisa tomar cuidados dobrados na hora de brincar. “Tem coisas que ele não pode fazer, como se jogar no chão ou participar de brincadeiras de impacto”, diz o pai, Fabrício de Souza. A bolsa foi implantada no menino para corrigir uma malformação que obstruía o sistema digetivo, mas deveria ter sido removida cinco meses depois.

Matéria completa em:

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/menino-de-4-anos-espera-cirurgia-desde-2015-para-tirar-bolsa-de-colostomia-no-df.ghtml

 

USO SEGURO E RACIONAL DE MEDICAMENTOS

comprimidos-capsulas-capa-postFigurando entre as princiais causas de eventos adversos no mundo, os medicamentos sempre representaram um grande risco nas ações de saúde, entretanto somente nos últimos 10 anos grupos isolados que buscam maior qualidade na assistência e maior segurannça nas ações dos profissionais de saúde realmente iniciaram um movimento para diminuir os erros e problemas relacionados a medicamentos, agora temos esse desafio lançado pela OMS de reduzir os erros com medicamentos em 50% nos próximos anos.

Vamos em frente!!

Leiam matéria em:

http://www.segurancadopaciente.com.br/seguranca-e-gestao/uso-racional-de-medicamentos-e-um-dos-pilares-de-seguranca-do-paciente/

Vejam também o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=RFq0pp3r5uU

 

ALGUNS NÚMEROS DA SAÚDE

Estudo do HC da UNICAMP mostrou que devido a baixa qualidade dos serviços de saúde impulsionados pela má gestão dos recursos públicos, temos muitos desperdícios

Um gestão baseada na qualidade e produtividade pode reduzir estes desperdícios que hoje representam um grande escoamento de verbas públicas. Algumas medidas pautadas nos pilares da qualidade estabelecidas por estudiosos como Avedis Donabedian que demonstrou um modelo de gestão baseado em  Estrutura Mínima, Qualidade dos Processos e Resultado Efetivos, podem reduzir minimamente os  desperdícios sem contar nas vidas que podemos salvar.

Outro estudo Americano publicano na Revista Brasileira de Clínica médica em 2011 mostrou que a implantação de um modelo de qualidade assistencial em 2005 foi responsável por uma queda de 9,1% da mortalidade em UTI com uma representatividade de 8.800 dólares por pacientes.

Em recente estudo e publicação na TV aberta, mais de 80% das internações seriam desnecessárias se o cidadão tivesse acesso fácil à saúde e aos medicamentos. Considerando que 45% destes casos são de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, doenças osteomusculares e respiratórios é fácil perceber que melhorar a qualidade dos serviços através da implantação de protocolos gerenciáveis para tratamento para estas principais patologias poderá gerar uma redução de até 25% das internações em UTI e custos desnecessários que poderá chegar até 8.560,00 reais por paciente dia.

Lembrando que até 12% destas internações terminam com o paciente na UTI com média de permanência que passa de 4,5 dias para quase 9 dias, conseguimos entender que a economia proposta pela implantação destes serviços pode chegar em cifras bilionárias . Devemos considerar que um médico para a atenção básica também custa menos do que um médico especialista em terapia intensiva.

A proposta de mudança está na busca pela real produtividade dos estabelecimentos de saúde com a implantação de um programa de qualidade que trará um maior desempenho quantitativo e qualitativo de todo o sistema. Hoje estes modelos de qualidade já integram a gestão de mais de 70 países conforme publicação da Organização Pan-americana de Saúde em 2014.

Com base em programas já consagrados a proposta é buscar a máxima eficiência e eficácia dos estabelecimentos com a implantação de metodologias que buscam a enxugar processos administrativos que são burocráticos e morosos e ainda otimizar o modelo de atendimento sem perder a qualidade.

Vamos mudar a realidade da saúde no país.

*As bases deste programa está pautado nas diretrizes de qualidade e segurança propostos pela OMS .

Que tal @João Doria???!!

#AceleraSP  #JoãoTrabalhador #SPmaisHumana

@jdoriajr

MELHORIA CONTÍNUA E O CICLO PDCA

imagesCA165US2Qualidade e melhoria contínua são fenômenos continuados de aprimoramento, que demonstram progressivamente a melhoria dos padrões. São também processos essencialmente culturais e, dessa forma, envolvem a motivação, o compromisso e a educação dos participantes da entidade, que são assim estimulados a uma participação de longo prazo no desenvolvimento progressivo dos processos, padrões e produtos da entidade .

No âmbito dos cuidados em saúde, essa mudança cultural provém da base organizacional e pode envolver crenças, atitudes compartilhadas, valores, normas e comportamentos. A cultura pode refletir o caminho em que as coisas são feitas, bem como a forma como são compreendidas, julgadas e valorizadas. Essa mudança deverá ser baseada em estratégias que precisam levar em conta as necessidades organizacionais, levando a uma melhoria sistêmica com promoção do desempenho clínico e qualidade do cuidado em saúde .

Pensando em tornar os processos de melhorias mais claros e ágeis, Walter Andrew Shewart, conhecido como precursor do controle estatístico para produção em massa, desenvolveu o modelo de controle e gestão de melhoria continuada conhecido como PDCA, sigla referenciada para 4 verbos da língua inglesa; to plan (planejar), to do (fazer), to check (checar) e to act (agir). Esse modelo foi amplamente difundido por William Edward Deming e utilizado na indústria automobilística e de manufatura .

A política de qualidade é de responsabilidade e comprometimento do mais alto nível da administração do hospital, sendo repassada aos demais setores através de estratégias elaboradas que englobam toda a instituição. Assim, a utilização do PDCA nas instituições de saúde não deve estar simplesmente na constância e no propósito de melhoria; é preciso que seja coerente e que se entenda que, para “girar” o ciclo PDCA, é fundamental que as pessoas trabalhem juntas e que os esforços ao longo do tempo vão se tornando naturalmente mais desgastantes em virtude da maturidade aumentada.

OMS lança esforço global para reduzir para metade os erros relacionados à medicação em 5 anos

medicamento

29 MARÇO 2017 | GENEVA / BONN – A OMS lançou hoje uma iniciativa global para reduzir em 50% os danos graves e evitáveis ​​associados a medicamentos em todos os países nos próximos 5 anos.

 O Desafio Global de Segurança do Paciente sobre Segurança em Medicação tem como objetivo abordar as deficiências nos sistemas de saúde que levam a erros de medicação que resulta em dano grave. Ele estabelece maneiras de melhorar a forma como os medicamentos são prescritos, distribuídos e consumidos, e aumentar a conscientização entre os pacientes sobre os riscos associados ao uso indevido da medicação. 

Os erros de medicação causam pelo menos uma morte todos os dias e ferem aproximadamente 1,3 milhões de pessoas anualmente apenas nos Estados Unidos da América. Embora se considere que os países de baixa e média renda têm taxas semelhantes de eventos adversos relacionados à medicação em países de alta renda, o impacto é aproximadamente o dobro em termos do número de anos de vida saudável perdidas. Muitos países carecem de dados consistentes, que serão recolhidos como parte da iniciativa. 

Globalmente, o custo associado com erros de medicação foi estimado em US $ 42 bilhões anualmente ou quase 1% do total de despesas de saúde global. 

“Todos nós esperamos ser ajudados, não prejudicados, quando tomamos medicação”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS. “Além do custo humano, os erros de medicação colocam uma enorme e desnecessária pressão sobre os orçamentos de saúde. Prevenir erros economiza dinheiro e salvar vidas”. 

Cada pessoa em todo o mundo irá, em algum momento da sua vida usar medicamentos para prevenir ou tratar a doença. No entanto, os medicamentos causam, por vezes, danos graves se forem tomados incorretamente, monitorizados insuficientemente ou como resultado de um erro, acidente ou problemas de comunicação. 

Tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes podem cometer erros que resultam em danos graves, como ordenar, prescrever, dispensar, preparar, administrar ou consumir a medicação errada ou a dose errada no momento errado. Mas todos os erros de medicação são potencialmente evitáveis.

Para prevenir erros e danos, queremos instituir processos seguros ao sistema para garantir o direito do paciente em receber o medicamento certo, na dose certa, na via certa e no momento certo. 

Os erros de medicação podem ser causados ​​pela fadiga do trabalhador de saúde, superlotação, falta de pessoal, má formação e informação errada dada aos pacientes, entre outras razões. Qualquer um destes, ou uma combinação, pode afetar a prescrição, dispensação, consumo e monitoramento de medicamentos, o que pode resultar em danos graves, deficiência e até mesmo a morte. 

A maior parte dos danos advém de falhas de sistemas na maneira como o cuidado é organizado e coordenado, especialmente quando vários profissionais de saúde estão envolvidos no cuidado do paciente. Uma cultura organizacional que implementa rotineiramente as melhores práticas e que evita a culpa quando os erros são cometidos é o melhor ambiente para cuidados seguros. 

O Desafio apela aos países para que tomem medidas prioritárias para abordar estes fatores-chave: incluindo medicamentos com alto risco de dano se usados ​​indevidamente; Pacientes que tomam múltiplos medicamentos para diferentes doenças e condições; E pacientes passando por transições de cuidados, a fim de reduzir os erros de medicação e danos aos pacientes. 

As ações planejadas no Desafio serão focadas em quatro áreas: pacientes e público; profissionais de saúde; Medicamentos como produtos; E sistemas e práticas de medicação. O desafio visa fazer melhorias em cada estágio do processo de uso de medicamentos, incluindo prescrição, dispensação, administração, monitoramento e uso. A OMS pretende fornecer orientação e desenvolver estratégias, planos e ferramentas para garantir que o processo de medicação tenha no seu núcleo, a segurança dos pacientes em todas as instituições de saúde.

Leia artigo original em: http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2017/medication-related-errors/en/

#SegurançaComMedicamentos

#UsoSegurodeMedicamentos

GERENCIAMENTO DE RISCO E EVENTOS ADVERSOS

GRO termo gerenciamento de risco parte de um princípio segundo o qual a possibilidade de incidentes existe; isso significa que toda e qualquer situação de perigo deve ser gerenciada pensando em antever uma situação de descontrole. Gerenciar risco é desenvolver estratégias com o uso de algumas ferramentas para monitorar algo que pode dar errado.

Instituições de saúde que pensam em qualidade promovem iniciativas de gerenciamento de risco em toda a organização. Estudos americanos e australianos mostram que a taxa de eventos adversos evitáveis está entre 20 e 30%, considerando as infecções, as lesões e os problemas com medicamentos. Esses acontecimentos se dão por desarranjos organizacionais entre os processos devido à complexidade do sistema e também a fatores humanos. Para isso, existe uma forte recomendação de utilizar a auditoria clínica como ferramenta de suporte à gestão de risco.

Em publicação de 2011, a revista Heath Affairs propõe que o principal critério para se trabalhar a qualidade e segurança do paciente é a notificação de evento adverso (EA); muitas instituições de saúde têm utilizado seu próprio histórico de eventos para medir a segurança do sistema e o cuidado ao paciente. Nessa mesma publicação, o estudo mostra que o volume de eventos adversos figura em 33% do volume de internações hospitalares. Essas análises só podem ser estudadas e analisadas a partir de um processo seguro, que garanta um caráter não punitivo para aqueles que notificam os eventos.

Inicialmente conhecidos por doença iatrogênica ou iatrogenia médica, e posteriormente definidos pelo Harvard Medical Pratices Study (HMPS) como dano que foi causado por intervenção médica e não pela doença de base e que prolongou a hospitalização, os eventos adversos foram primeiramente relacionados a fatores negligenciados, sendo passíveis de processo litigioso.

Entre as ferramentas utilizadas na gestão da qualidade, no gerenciamento de risco e na análise de causa raiz, podemos citar a Bow Tie, a Failure Mode and Effects Analysis (FMEA), o Protocolo de Londres, os 5 Porquês e o Diagrama de Ishikawa.

É papel importante da gestão de riscos trabalhar o caráter educativo e estimular o aprendizado pelo erro de forma sistêmica. E, principalmente, que esse modelo seja apoiado e sustentado pela alta administração da organização, rompendo o paradigma de que os gestores dedicam seu precioso tempo apenas para questões econômico-financeiras, não assumindo responsabilidades com relação aos aspectos de qualidade e segurança do paciente.

A boa percepção dos profissionais quanto ao domínio da gestão de risco e aos eventos adversos foi um fator considerado positivo, uma vez que a satisfação do profissional com o trabalho está diretamente relacionada com a qualidade da assistência prestada. Instituições que possuem profissionais insatisfeitos com o trabalho apresentam maiores taxas de rotatividade, e essa rotatividade está associada com a ocorrência de eventos adversos, como erros de medicação, infecções nosocomiais e quedas.

#Qualidade ; #SegurancaDoPaciente ; #EventoAdverso

II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE QUALIDADE E SEGURANÇA DO BACIENTE

Pouco mais de 15 anos. Essa é a idade do moderno movimento de segurança do paciente no mundo, tendo por base a publicação do relatório “Errar é Humano”. Um movimento em plena puberdade precisando se redescobrir. Se redescobrir sim, pois avançamos no conhecimento e não nos resultados. Eventos adversos na assistência em saúde foram apontados como 8ª causa de morte nos EUA no famoso relatório do Institute of Medicine. Uma recente reavaliação dos dados mostra que, na verdade, tratam-se da terceira causa de morte, perdendo apenas para a soma de todas as causas cardiovasculares e de todos os cânceres. O que isso significa? Que estamos em franca deterioração do sistema de saúde? Na verdade significa maturidade para enxergar a realidade. Estamos em pleno olho do furacão, precisando manter os passos firmes para atingir nossos objetivos. Objetivos esses que formam uma complexa equação onde entram a sustentabilidade e perenidade do sistema de saúde, a entrega de resultados confiáveis, e a promoção de cuidados seguros e individualizados. Estamos em busca da “maioridade” deste movimento, e cada um de nós precisa vestir um véu de humildade pra entender que ainda precisamos de muito para evoluir. Precisamos continuar aprendendo, e não desistir de tentar melhorar mesmo diante de uma realidade mais difícil do que imaginávamos. Convido você a ir conosco adiante, olhos fixos no horizonte de mudanças que precisamos impor, em busca de uma assistência em saúde de qualidade. E que seja duradoura.

Lucas Zambon
Diretor Científico – IBSP

http://www.simposio-ibsp.com.br/