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Medicamento não é bem de consumo!

29 de fevereiro de 2012

Uma publicação feita no início de 2011 trazia dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrando que mais de 50% dos medicamentos que circulam no mundo foram receitados, vendidos ou preparados de forma inadequada, sendo os principais erros a prescrição incorreta e/ou ilegível. Das quase 170 faculdades de medicina no país, poucas cobram dos alunos a disciplina Uso Racional de Medicamentos (URM). A falta de critério e a má orientação quanto à utilização de medicamentos, associada ao hábito de automedicação no país, aumentam as chances de mais doenças e internações.

Na semana em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discutiu a proibição de emagrecedores, o problema do mau uso de medicamentos chamam mais atenção. De acordo com a OMS, 50% das pessoas no planeta usam fármacos de forma errada. Só nos EUA, esses erros são responsáveis por 4% dos óbitos e 5% a 7% das internações. No Brasil, eles causam 30,7% das intoxicações e 19,7% dos óbitos, segundo o Ministério da Saúde.

– Medicamento não é bem de consumo. É insumo, é necessidade. Portanto, a produção e a comercialização deles não podem seguir as regras de comércio de bens de consumo. Esta lógica perversa precisa ser invertida urgentemente, caso contrário estamos perdidos – alerta Thaís Helena Abrahão Thomaz Queluz, titular do Departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual Paulista, que instituiu na unidade de Botucatu o curso obrigatório de URM.

Esta iniciativa pioneira chamou a atenção do Ministério da Saúde, que está financiando a educação à distância sobre o tema e oferece prêmio para os melhores projetos voltados à promoção do URM. Entre problemas encontrados em receitas estão rasuras, letra ilegível, uso de abreviaturas, falta de explicação sobre os efeitos do medicamento e erros quanto à posologia.

Imaginamos sim, que não se trata de má fé, mais sim despreparo e pouco conhecimento a respeito do uso racional de medicamentos e também a falta de questionamento por parte dos pacientes e por que não dizer pressão da indústria farmacêutica que tem parte de seu orçamento destinado à publicidade irracional e lucrativa.

Devemos lembrar aos detentores da CANETA (Médicos, Destistas e Veterinários), que prescrição de medicamento não é “receita de bolo” que se aprende na enfermaria, plantão médico ou ambulatório.

Fato curioso traz o relato de um profissional médico que certa vez ouviu de seu preceptor em um Plantão Médico:

_” SENHORES…., PELO NÃO PELO SIM….ROCEFIM”

Referindo-se a uma provável infecção de um paciente que ainda não fora feito o exame comprobatório para melhor opção farmacoterapêutica.

E depois não sabem porque surgem e “cultivam”as KPC’s nos hospitais.

2 Comentários
  1. marcio permalink

    E depois a culpa é do farmacêutico. O despreparo dos prescritores é bastante conhecida no balcão das Drogarias, quando avaliada por um farmacêutico presente e antenado.

    • Precisamos mesmo estar muito atento às prescrições e receitas médicas. Lembramos que o que está em risco é a saúde do paciente e também a ética do profissional farmacêutico.

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