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IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTE CONTINUA SENDO UM PROBLEMA NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

25 de outubro de 2012

Depois de passarmos por diversas instituições de saúde por todo o país, pudemos perceber que a falta de um método seguro de identificação dos paciente ainda é uma realidade nas instituições públicas e privadas. Esta última tem se dedicado e buscado com maior afinco, soluções para o problema, mas ainda tem se demostrado frágil.

Lembramos que não é tão difícil encontrarmos Marias, Josés, Beneditos, etc…internados no mesmo hospital e para aqueles mais céticos, muitas vezes são identificados homônimos no mesmo ambiente e até vizinhos em leitos de enfermarias. Percebam o risco de se administrar um medicamento errado, trocar um exame, infundir um hemocomponente e até mesmo realizar um procedimento cirúrgico no paciente errado.

Certa vez um gestor nos disse que isso jamais ocorrera em sua gestão, pois bem…fomos até o Pronto Socorro e identificamos duas Marias Silvas, sendo uma das Dores e outra Cintra. Pergunta básica: Adivinhem como estava a identificação de ambas? Maria da Silva, claro! Ainda a caneta e com aquela famosa marcação com pincel piloto no leito.

Pois bem companheiros, é duro mas fazemos parte desta realidade e por mais que alguns possam pensar que isso não ocorre, o fato é que ocorre muito mais do que imaginamos, fato é que ainda existe a cultura do abafa e com isso as subnotificações deste tipo de evento.

Programas de segurança do paciente e metodologias de acreditação sustentam a prática de se identificar o paciente com pelo menos duas informações principais como nome completo além da data de nascimento e muitas vezes incluem o nome da mãe, porém as abreviações e inobservância da equipe assistencial ainda demosntram-se frequentes e frágeis.

3 Comentários
  1. Ana Luiza Demarchi Geloneze permalink

    Prezado Paulo, as fortíssimas recomendações internacionais de segurança dos pacientes preconizam no mínimo dois marcadores distintos para sua identificação, conforme você citou em seu bem elaborado texto. Além dos métodos de identificação hoje comumente utilizados (pulseiras), observamos falhas pontuais nas rotinas de verificação durante as práticas assistenciais por todos os profissionais envolvidos. Uma prática equivocada é observada quando, apesar da correta identificação da pulseira com os dois marcadores, o profissional que presta assistência, seja ela de qualquer natureza, ao invés de checar os dados perguntando primeiramente ao paciente ou ao acompanhante, muitas vezes acaba induzindo apenas à confirmação destes dados, possibilitando a ocorrência de erros. Treinamentos, auditorias e tracers continuamente, visando sempre a melhoria dos processos, são ferramentas que nos auxiliam a detectar tais erros. Trabalho árduo e incessante, mas recompensador e gratificante. Busquemos sempre a melhoria de todos os nossos processos.

    • Excelente complemento Ana Luiza.
      Realmente as práticas de segurança continuam dependendo das pessoas e estas são falíveis.
      É isso aí! Vamos contínuamente buscar as melhorias.

      Grato!

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