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COMO CONTROLAR E RECONCILIAR AS MEDICAÇÕES DOS PACIENTES?

16 de dezembro de 2012

Poucas são as instituições que demonstram controle efetivo com relação aos medicamentos que os pacientes fazem uso o trazem de casa. Algo que ainda é pouco realizado pelos hospitais e que podem trazer consequências sérias aos pacientes.O dia a dia tem mostrado que durante uma consulta médica ou mesmo durante uma internação, tanto o profissional de enfermagem quanto médicos constumam questionar o paciente se o mesmo faz uso de algum medicamento continuamente, porém quase nunca essa informação é utilizada durante o planejamento de sua assistencia.

Todas as instituicões deveriam ter um protocolo ou uma rotina padronizada para identificação e atendimento a pacientes polifármacos no momento de sua internação ,visto que isso pode ter uma interferência direta no  tratamento e na recuperação do doente. É comum identificarmos pacientes internados que além de terem suas doses diárias de medicamentos prescritas e administradas, continuarem equivocadamente com os mesmos medicamentos que se utilizava em casa. Detalhe, quae sempre estes medicamentos não estão prescritos.

Quem orientou o paciente ou o acompanhante quanto a continuidade no uso dos mesdicamentos?

As equipes assistenciais costumam atribuir isso aos familiares que trazem posteriormente os medicamentos e por sua conta e risco acabam por oferecerem os medicamentos ao ente internado. Mas cadê o cuidado multidisciplinar ao paciente, ninguém foi capaz de orientar o paciente e o familiar.

Será que as equipes assistenciais, inclusive a farmacêutica poderiam através das melhorias nos cuidados contribuiurem com a redução de cancelamento de cirurgias eletivas, proporcionarem melhorias na taxa de reinternação de pacientes com cardiopatias e demais comorbidades, contribuirem para a diminuição na média de permanência de unidades de internação e até mesmo em UTI’s, não identificaram previamente as comorbidades do paciente…? Não informaram a equipe farmacêutica para reconciliar as medicações?

Poucos hospitais aderem a prática da reconciliação medicamentosa, até mesmo aqueles ditos selados (com selo de certificação).

7 Comentários
  1. Importante alerta. A equipe farmacêutica deve participar ativamente do acompanhamento do paciente, e essas informações sobre uso de medicamentos devem ser colhidas, analisadas e repassadas aos médicos e enfermagem. Aos farmacêuticos competem avaliar os riscos de interações medicamentosas e efeitos adversos, comunicando ao corpo clínico. Qualquer situação envolvendo medicamentos deveria ser comunicada a equipe farmacêutica. A equipe farmacêutica não pode ficar restrita a dispensação e guarda dos medicamentos, mas deve envolver-se com os cuidados ao paciente e ao compartilhamento de saberes com os demais profissionais do hospital.

  2. Parabéns pela Importante abordagem. A farmácia clinica é um ganho para a segurança do paciente,principalmente quando pensamos na 3 ° meta internacional de segurança -medicação de alta vigilância que podem mitigar as iatrogenias medicamentosas.

  3. Rosana Lima Garcia Tsuji permalink

    ok, a equipe farmacêutica pode e deve contribuir para que seja avaliada a continuidade de um determinado medicamento quando da internação do paciente, proposta deste debate. Entretanto, esta não é uma situação muito fácil de se implantar na prática, pelo menos em termos de cenário público, que é minha área de atuação. Talvez nos hospitais privados e que tem uma equipe (1 farmacêutico só não dá conta do recado) de farmacêuticos clínicos essa intervenção possa já estar ocorrendo.
    Na minha experiência, a intervenção medicamentosa na prescrição médica não é tão simples. Necessitaríamos ter uma situação que nos permita avaliar a necessidade atual com a que o paciente pede que o médico prescreva por fazer uso. Vejo isso ocorrer frequentemente. Obviamente que uma terapia de câncer ou AIDS deverá ser mantida, entretanto há muitos casos de medicamentos não padronizados no hospital e que há outros com a mesma finalidade terapêutica. Exemplo: não tenho escitalopram para o tratamento da depressão, no público demoraremos a ter, mas temos fluoxetina, sertralina. O que fazer num caso como esse? No privado, em alguns hospitais, vcs podem ter a medicação e aí a continuidade deverá ser mantida se estiver sido prescrito por algum médico e o paciente mostrar a receita. Caso contrário, não deverá ter a avaliação de um especialista para verificar a real necessidade de continuar este tratamento?
    Na verdade, teríamos que ter uma padronização destas ações na Instituição. Primeiramente, penso eu, precisaríamos classificar farmacologicamente os medicamentos e pensar em ações através desta classificação, pois teremos de adequá-las por meio de nossa realidade na Instiuição que trabalhamos. Um trabalho desafiador e muito interessante.

    • Prezada Rosana,
      Muito boa sua colocação e reflexão da matéria.
      Resumidamente o que propomos é que todas as práticas que você pontuou, realmente aconteça.
      Concordo plenamente que para o cenário público, o desafio é enorme. Hoje até temos hospitais públicos que realizam esse trabalho, mas em sua maioria são administrados por OSS.
      Se tiveres o interesse, podemos sugerir algumas instituições para que você possa quem sabe fazer um benchmark.
      Muito obrigado pelo seu rico comentário.

      • Rosana permalink

        Tenho interesse sim. Cada vez mais observamos que sistemas público e privados terão cada vez mais ações que se complementam no contexto da gestão em saúde. Coloco-me à disposição. Abs, Rosana

      • Alright
        I am available.

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