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GERENCIAMENTO DE RISCO E EVENTOS ADVERSOS

19 de abril de 2017

GRO termo gerenciamento de risco parte de um princípio segundo o qual a possibilidade de incidentes existe; isso significa que toda e qualquer situação de perigo deve ser gerenciada pensando em antever uma situação de descontrole. Gerenciar risco é desenvolver estratégias com o uso de algumas ferramentas para monitorar algo que pode dar errado.

Instituições de saúde que pensam em qualidade promovem iniciativas de gerenciamento de risco em toda a organização. Estudos americanos e australianos mostram que a taxa de eventos adversos evitáveis está entre 20 e 30%, considerando as infecções, as lesões e os problemas com medicamentos. Esses acontecimentos se dão por desarranjos organizacionais entre os processos devido à complexidade do sistema e também a fatores humanos. Para isso, existe uma forte recomendação de utilizar a auditoria clínica como ferramenta de suporte à gestão de risco.

Em publicação de 2011, a revista Heath Affairs propõe que o principal critério para se trabalhar a qualidade e segurança do paciente é a notificação de evento adverso (EA); muitas instituições de saúde têm utilizado seu próprio histórico de eventos para medir a segurança do sistema e o cuidado ao paciente. Nessa mesma publicação, o estudo mostra que o volume de eventos adversos figura em 33% do volume de internações hospitalares. Essas análises só podem ser estudadas e analisadas a partir de um processo seguro, que garanta um caráter não punitivo para aqueles que notificam os eventos.

Inicialmente conhecidos por doença iatrogênica ou iatrogenia médica, e posteriormente definidos pelo Harvard Medical Pratices Study (HMPS) como dano que foi causado por intervenção médica e não pela doença de base e que prolongou a hospitalização, os eventos adversos foram primeiramente relacionados a fatores negligenciados, sendo passíveis de processo litigioso.

Entre as ferramentas utilizadas na gestão da qualidade, no gerenciamento de risco e na análise de causa raiz, podemos citar a Bow Tie, a Failure Mode and Effects Analysis (FMEA), o Protocolo de Londres, os 5 Porquês e o Diagrama de Ishikawa.

É papel importante da gestão de riscos trabalhar o caráter educativo e estimular o aprendizado pelo erro de forma sistêmica. E, principalmente, que esse modelo seja apoiado e sustentado pela alta administração da organização, rompendo o paradigma de que os gestores dedicam seu precioso tempo apenas para questões econômico-financeiras, não assumindo responsabilidades com relação aos aspectos de qualidade e segurança do paciente.

A boa percepção dos profissionais quanto ao domínio da gestão de risco e aos eventos adversos foi um fator considerado positivo, uma vez que a satisfação do profissional com o trabalho está diretamente relacionada com a qualidade da assistência prestada. Instituições que possuem profissionais insatisfeitos com o trabalho apresentam maiores taxas de rotatividade, e essa rotatividade está associada com a ocorrência de eventos adversos, como erros de medicação, infecções nosocomiais e quedas.

#Qualidade ; #SegurancaDoPaciente ; #EventoAdverso

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